segunda-feira, 6 de abril de 2015

Ponto de Fuga







A coisa
é assim
do índigo
ao carmim
Magenta
se inventa
O morto
se ausenta
O santo
se isenta
e a quem
se arrebenta
cinzenta também
Tudo é
pelo menos
pleno
Nada é
pelo pleno
menos
Sei do que digo
Relógio de pulso
expulsando
as horas há anos
parece comigo
Toma da vara
menina
Nem todo castigo
é sina
Pesca pétalas
e gralhas
Nem toda sorte
é destino
Toma do chão
escreve as estrelas
Nem toda fuga
é abrigo
Mister é testar
E o que escapa
ao que lhe digo
não está aqui
nem acolá
achado
é preciso
paciência
para pintar.



Pintura de Patrice Murciano





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